domingo, 27 de setembro de 2009

5º Cap. The first time

A cada dia eu amava mais e mais o Felipe, e com isso, o desejo de explodir isso pro mundo inteiro também. Mas infelizmente isso era impossível, pelo menos no meu mundo,dentro de casa. Mas o que eu mais queria, era dar o prazer máximo ao meu namorado. Eu estava pronto, não sabia como falar isso pra ele, ou onde seria, e o mais importante, eu estava morrendo de medo de como seria.

[Sexta-feira 13:14 pm – Minha casa]

[celular tocando]
_Alô
_E ae amor blz?
_Oi amor
_Eu tava aqui pensando, se eu não podia te buscar na escola hoje? Pra gente sair depois...


Fiquei ligeiramente ansioso com a proposta, mas estava evidente que ele estava muito mais ansioso do que eu, falava rápido e respirava ofegante-mente.

_Ah, acho que vira sim amor, mas quer ir onde?
_Pensei em um restaurante
_Hum, blz então, marcado.
_Sério?
_É Fê, sério.


Notei o entusiasmo excessivo na sua voz

_Frmza então amor, te pego na escola.
_Ta bom, te amo
_Eu mais que tudo.


Não sei o que teria de tão especial aquela noite, afinal, eu e o Felipe já havíamos saído várias vezes juntos, confesso que um restaurante seria a primeira vez...mas mesmo assim...não, ele estava planejando algo, tinha certeza. Ah se eu soubesse o quanto eu estava certo...

[22:58 pm – escola]

_Vão jantar onde?
_Não sei, ele não disse... mas deve ser algo diferente porque ele ficou tão entusiasmado!
_Ah Yan, sem querer ser cobra... mas tipo, o Fê não é tão...tão...tão
_Tão o que Mari?
_Tão bem de vida como você
_Eu sei disso...
_Então, se ele perguntar aonde quer ir, não inventa de ir àquele restaurante japonês caro que você tanto gosta
_Claro né Mari, eu tenho bom senso!


Quando eu saí da escola, meu namorado estava lá me esperando, fora do carro com o som ligado. Ele estava lindo, como sempre. Olhei pra ele e entrei no carro, não podia cumprimentá-lo na frente da escola inteira né...
Quando o carro pôs se em movimento eu estava nervoso, não sabia o que falar, acabei falando o que não devia...

_Então Fê, eu tava pensando, podíamos comer cachorro quente (:

Ele deu uma risadinha de canto de boca e perguntou

_Há, que isso amor? Por que isso?
_Ah não sei...é que eu não quero que você gaste desnecessariamente...

Ele fechou a cara

_Afz, nadavê Yan, você é meu namorado carai, o que tem eu levar meu namorado pra jantar fora?
_Nada...


Ficou o maldito silencio, até que eu o rompi com a pergunta que estava corroendo minhas entranhas

_E vamos onde?
_Pensei em te levar àquele restaurante perto do shopping, manja? Que tem comida japonesa e panz, eu to ligado que você gosta.
_Mas... la é meio...caro
_Yan, esquece isso ta? Eu trabalho, tenho meu dinheiro, e eu acho que eu sou grandinho o suficiente para decidir onde eu vou gastar e com quem vou gastar

[Trocou a ferradura hoje?]
_Ta bom Felipe.
_Iiih que é? Vai ficar bravo agora é?
_Às vezes você é meio estúpido
_Desculpa amor, mas é que eu não quero que você me veja como um pobre coitado ;s
_Ta bom, não se fala mais nisso...


Chegamos ao restaurante, ele pediu um vinho branco, e por acaso, pediu o meu prato predileto “Donburi” (taça de arroz cozido com coberturas temperadas) e pra acompanhar como aperitivo “Gyoza” (bolinhos com recheio de carne de porco). Eu não me lembro de ter dito pra ele que esse era meu prato preferido, sinceramente fiquei o tanto quanto espantado. E pra ele, pediu “Tonkatsu” (costela de porco frita). Logo o vinho chegou bebemos um pouco e brindamos

_A você!
_A nós!


Foi um jantar incrível e singularmente delicioso, pela presença do meu namorado.
Eu queria retribuir, queria dar o que ele queria, mas não sabia como falar isso... de tanto pensar, acabei falando como me veio a cabeça

_Fê, eu te amo muito sabia?
_Também, de mais mesmo
_E eu queria dizer que... eu...
_Você o que?
_To pronto Fê... pra você


Ele me olhou, ao mesmo tempo com uma expressão preocupada e entusiasmada

_Yan, eu não quero que se sinta pressionado, eu só quero, se você quiser.
_Eu quero, nunca estive mais certo em toda minha vida


Ele apertou minha mão pequena entre os dedos dele e a beijou a palma. Ele estava feliz, e eu com medo de não ser satisfatório.
Depois do jantar, ele dirigiu até um Motel. O lugar era grande, tinha estátuas grandes e majestosas e visivelmente... Caro

_Fê aqui parece ser muito caro...
_Já conversamos sobre isso. E outra coisa, quero que sua primeira vez seja perfeita.


Ele escolheu um quarto extravagantemente lindo. Hidromassagem, cama enorme com lençóis de seda, espelho no teto, um som que tocava uma música calma e relaxante, as janelas em frente às caixas de som, eram grandes e tinham cortinas de um tecido lindo, que eu desconhecia e o lugar cheirava a rosas.
Começamos a nos beijar, a mão dele passeando livremente pelo meu corpo. Depois de uns beijos mais carinhosos, ele me puxou, e nós dançamos no quarto, abraçados. Ele me beijou novamente e deitamos na cama. Ele passava a mão no meu corpo devagar. Eu não sabia como começar direito...mas segui meus instintos, eu o encostei na cama, de barriga pra cima, e fui descendo, partindo da boca dele, o queixo, o peitoral, a barriga, a virilha...lá em baixo tirei a cueca dele com a boca, não sei onde eu tinha visto isso, mas tentei experimentar, e por acaso...funcionou, ele tremeu o corpo todo quando eu fiz isso. Levemente fui encostando meus lábios em seu membro. Ele tremia de prazer, e isso me excitava e muito. Depois de um tempo lá em baixo, ele me fez subir. E fez o mesmo comigo, eu senti a boca quente do meu namorado no meu corpo, e delirei. Ficamos nessa de explorar o corpo do outro com a boca por uns quinze minutos, e finalmente, chegou a hora em que eu tinha mais medo. Ele tirou a camisinha colocou a, falou no meu ouvido

_Apenas relaxe, eu não vou te machucar, quando quiser que eu pare, eu paro
_Ta bom


Eu tremia um pouco, ele foi beijando meu pescoço, e introduzindo seu membro em mim. Doeu, mas eu vi que estava dando prazer pra ele, e isso foi amenizando a dor, depois de um tempo, eu quase não a sentia, e apenas ficou o prazer, ele foi lento e carinhoso, me beijava e falava que me amava. Depois de um tempo deixamos o prazer dominar os corpos. Eu o abracei e disse

_Eu te amo mais do que tudo, e tudo foi perfeito
_Só não mais perfeito que você!

Dormimos. Acordamos no dia seguinte cedo, ele pagou a conta, e fomos tomar café da manhã em uma padaria próxima. O jeito de satisfação dele era tão bom, ele cantava a música com o rádio do carro, roubava selinhos de mim, e falava de dez em dez minutos que me amava. Depois ele me deixou em casa, ele ainda iria trabalhar. Eu fui para o meu quarto, deitei na minha cama, coloquei meu fone de ouvido e viajei em uma música lembrando-se da noite anterior, eu me sentia completo e totalmente dele. Sentia-me protegido por ele, e só agradecia por ter uma pessoa tão especial na minha vida, naquele dia, eu sinceramente não me lembro bem o que fiz, só lembro-me de passar o dia inteiro, sorrindo, e com uma felicidade que não cabia dentro do peito. Eu estava absolutamente, irrevogavelmente apaixonado pelo meu namorado.

Um comentário:

  1. Tá, e o Feh não é passivo também? Prova de amor meu bem...

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